quarta-feira, 3 de março de 2021

Crateras que explodem na Sibéria

O planeta terra mesmo após milhares de avanços científicos e descobertas, ainda nos apresenta mistérios para investigação. Grandes crateras que ainda não podem ter uma explicação clara, tudo que se tem são hipóteses embasadas em pesquisas recentes nessas crateras visando entender como se deram seus surgimentos. Como sempre o ser humano e a modificação do meio ambiente vem causando grandes impactos no planeta, estes que contribuem para a formação e crescimento dessas crateras misteriosas.



A mais recente cratera descoberta, se encontra ao norte da Rússia ( Ali pela Sibéria). Pesquisas foram iniciadas nesta, no período de inverno uma vez que seu solo fica congelado, possuindo cerca de 50 metros é a 17ª a ser descoberta nesta região. Cientistas afirmam que elas surgem devido a explosões de gás metano, jogando gelo e rocha a centenas de metros.

Na investigação a esta cratera, um drone enviado revelou grutas e cavernas incomuns na parte inferior da mesma, em parte confirmou a hipótese de que gás metano se acumula em cavidades no gelo, fazendo um monte apareça no nível do solo, e posteriormente explodir.

O solo encontrado abaixo dessas crateras é denominado permafrost, que formou-se ao longo de milhares e milhares de anos e, com sucessivos processos de congelamento da terra e da água, armazenou grandes quantidades de carbono em seu interior, tornando-se também um importante registro das variações climáticas da terra no decorrer de eras geológicas.

Quando pensamos em aquecimento global uma das primeiras coisas que nos vem ao pensamento é lembrar das calotas polares derretendo mas, esse não é o único problema que surge em regiões congeladas a milhões de anos. O permafrost está começando a dar indícios do quão prejudicial pode ser ao liberar seu imenso estoque de gases.

Novas descobertas sugerem que o permafrost possa liberar o equivalente a quatro ou seis anos de emissões de carvão petróleo e gás natural, para cada um grau Celsius que aumentar na temperatura média da Terra.

Uma vez que o ártico perde gelo marinho o que ajuda a resfria-lo, isso se reflete no permafrost que a pouco tempo tinha o solo congelado a 3 graus Celsius negativos e agora chegando a 2 graus Celsius acima de zero, sua camada de 76 cm que devia estar congelada  se encontra mole e lamacenta.

Parte do pergelissolo contém imenso deposito de gelo sólido, formados quando o solo se contraía e rachava, este transformou-se em aberturas envolta em permafrost. A medida em que esse gelo derrete deixa para trás tuneis e bolsas de ar. O solo afunda e se enche de água da chuva e água derretida, criando assim lagos. Isso faz com que o solo aqueça e mais gelo derreta.

Estes lagos, possuem em seu fundo gás borbulhando na lama sem oxigênio que não é apenas dióxido de carbono, mas também metano, que é mais prejudicial ao efeito estufa do que o CO2.  Os lago provenientes do degelo abrupto podem quase triplicar as emissões de gases de efeito estufa.

Apesar de todos esses dados as autoridades que agem em prol do meio ambiente afim de regulamentar os impactos causados pelo homem, ainda não consideram ameaça maior esse grande "freezer de pandora".

O IPCC divulgou um novo relatório sobre a mais ambiciosa de duas metas de temperatura adotadas na conferência de Paris em 2015. A temperatura do planeta já sobe cerca de um grau Celsius desde o século 19. Segundo o relatório, estabelecer para o aquecimento global uma meta de 1,5 grau Celsius, e não dois graus, deixaria de expor 420 milhões de pessoas a frequentes ondas de calor extremo e reduziria pela metade o número de plantas e animais que enfrentam a perda de habitat. Também poderia salvar alguns recifes de coral — e até 1,9 milhão de quilômetros quadrados de permafrost. Mas, para atingir a meta de 1,5 grau, segundo o IPCC, o mundo teria que reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 45% até 2030, eliminá-las completamente até 2050 e desenvolver tecnologias para retirar grandes quantidades da atmosfera.

O pesquisador Sergey Zimov acredita que os animais do passado desempenharam um papel central, estes que atravessaram a estepes do pleistoceno, não só se alimentavam como preservaram, fertilizaram e compactaram, pisoteando musgos, arbustos e mudas de árvores. Zimov criou um projeto de 145 quilômetros, denominado de parque pleistoceno, trouxeram cavalos, iaques, ovelhas e bisões. Ainda ambicioso pensa em clonar mamutes. As evidências obtidas no parque se apresentam promissoras, já observando-se que apenas com 100 animais as pastagens ficam significativamente mais frescas do que o solo adjacente. 

Crateras que explodem na Sibéria

O planeta terra mesmo após milhares de avanços científicos e descobertas, ainda nos apresenta mistérios para investigação. Grandes crateras ...